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terça-feira, 3 de abril de 2012

CRESCE DEBATE SOBRE PRESENÇA DA RELIGIÃO EM LUGARES PÚBLICOS

Entidades civis estão organizando manifestações públicas pelo estado laico em três capitais brasileiras, para reivindicar a liberdade de crença em instituições de ensino, como determina a Constituição Federal.

No Rio de Janeiro o evento está marcado para 10 de abril, em São Paulo para o dia 14 de abril e na última quinta-feira (22), Porto Alegre já presenciou um ato público que levantou a discussão do tema.

Os debates vêm sendo suscitados pois muitos casos vieram à tona nas últimas semanas sobre a fé em ambientes públicos.

No Rio Grande do Sul, o Tribunal de Justiça do Estado determinou a retirada de símbolos religiosos dos espaços públicos, em decisão favorável a uma ação requerida pela Liga Brasileira de Lésbicas e outras entidades sociais.

Por outro lado, as escolas do município de Ilhés (BA), têm que cumprir o que diz um Projeto de Lei que exige que o Pai Nosso seja rezado antes das aulas nas escolas da rede municipal. O ministério Público já está investigando a validade dessa lei.

Um dos casos mais rumorosos ocorreu em uma escola estadual em São Bernardo do Campo (SP), em que um aluno passou a sofrer constrangimento por parte dos colegas depois que se recusou a assistir a aula de uma professora que lia a Bíblia e pregava nos 20 minutos iniciais das aulas.

O aluno era praticante do candomblé, religião afro-brasileira. Seu pai contou que tentou conversar com a professora, mas não foi bem recebido. Ele decidiu então, fazer um boletim de ocorrência sobre o caso na polícia.

Em Brasília, o Supremo Tribunal Federal (STF) está analisando argumentos de entidades ligadas aos direitos humanos que alegam a inconstitucionalidade do ensino religioso confecional.

Essa modalidade de instrução garante espaço privilegiado a determinadas religiões em instituições de ensino, de acordo com preferências dos alunos ou pais. As entidades temem que o espaço público sirva a pregações religiosas, de acordo com a revista IstoÉ.

O debate sobre a laicidade do estado já teve outros capítulos. Em fevereiro, um procurador interpelou o Banco Central para que fosse retirada a expressão “Deus Seja Louvado” das cédulas de real.

A resposta do BC foi de que também a Constituição foi promulgada sob a “proteção de Deus” e que “a República Federativa do Brasil não é anti-religiosa ou anti-clerical, sendo-lhe vedada apenas a associação a uma específica doutrina religiosa”.

Na época o deputado federal Marco Feliciano (PSC/SP) lembrou que o estado brasileiro é laico e não ateu. “Em todas as religiões o termo Deus remete a uma divindade, ou seja, não fere religião alguma. Que mal provoca a frase?”, questionou.

Enquanto a sociedade aguarda a decisão da justiça sobre a presença da religião em diversos setores da sociedade, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, advertiu que “é necessário vigiar para que a laicidade do Estado seja mantida se não quisermos que heresia volte a ser crime.”


Fonte: Christian Post
Foto: Reuters

Advogado cristão continua preso na China, mesmo após cumprir sentença


Advogado cristão continua preso na China, mesmo após cumprir sentença

Advogado cristão continua preso na China, mesmo após cumprir sentençaGao atua como defensor das minorias religiosas na China
A confirmação na semana passada de que o advogado de direitos humanos, Gao Zhisheng, está vivo e cumprindo sua pena, é a razão principal para que muitos estejam se esforçando para que o advogado cristão seja libertado

Gao que atua como defensor das minorias religiosas na China foi preso e condenado em 2006 por “subversão” e continua na prisão, que anteriormente havia sido suspensa pelo condado de Shaya, região de Xinjiang, à oeste da China.

O governo informou no dia 29 de dezembro do ano passado que Gao estava detido em uma prisão remota de Shaya. Muitas agências de defesa dos direitos humanos solicitaram que a localização do cristão chinês fosse divulgada, mas o governo não divulgou, e tem dificultado que a família visite o prisioneiro.

As autoridades chinesas deram permissão apenas ao irmão de Gao, Zhiyi Gao, o direito de visitá-lo no dia 24 de março de 2012, segundo informações da agencia de noticias Associated Press.

Jared Genser, presidente da Freedom Now, disse ao Compass que a confirmação da prisão de Gao era importante, pois “não era uma conclusão precipitada de que ele estava vivo, pois o governo chinês não registrou informações sobre o paradeiro dele e sobre sua saúde”.

“Os Estados Unidos tem trabalhado com questões públicas e privadas para que aconteça a libertação de Gao, mas nós estamos de olho na Casa Branca, pois o presidente e o vice-presidente disseram que se envolveriam e até agora nada aconteceu”, disse Genser.

“Estamos fazendo de tudo, mas até agora não conseguimos nenhuma resposta positiva”.

A visita de meia hora feita pelo irmão de Gao foi importante, e ele teria dito que seu irmão estava muito pálido, mas com sua saúde relativamente boa.

Depois de mais de 20 meses sem informações sobre o paradeiro ou as condições em que Gao estava, a China anunciou em 16 de dezembro de 2011 que ele havia sido levado a uma prisão para cumprir uma pena de três anos.  Ele está preso desde 2006 e havia sido condenado a somente 3 anos, mas ainda permanece preso.

Pedidos de oração


•Ore para que mais grupos de Direitos Humanos e países do Ocidente pressionem o governo chinês pela libertação de Gao.

•Peça a Deus que conforte o coração e a mente do irmão Gao, que ele não desista de seguir a Cristo e que ao sair da prisão continue lutando pelos direitos das minorias no país.

•Ore pela família de Gao que não tem permissão para visitá-lo.


Fonte: Portas Abertas

Home >> Revistas/Mensageiro da Paz Tamanho do texto 14/02/2012 - 10:25 Billy Graham: admirado há 55 anos



Billy Graham: admirado há 55 anos
O pastor Billy Graham é hoje o quarto homem mais admirado nos Estados Unidos, segundo pesquisa do Instituo Gallup, que anualmente publica esse levantamento no jornal USA Today. Essa não é a primeira vez que o evangelista aparece na lista. Muito ao contrário: há 55 anos que Graham tem sido admirado pelos americanos. Elaborada desde 1946, a lista do Gallup tem o pastor Billy Graham como a personalidade que mais foi citada na lista, permanecendo no top 10 nos últimos 55 anos. Nenhuma outra personalidade foi citada tantas vezes na pesquisa. 

Na lista de 2011, Billy Graham aparece atrás de Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, e na frente de personalidades como Bill Gates, Donald Trump e o papa Bento 16. Além do papa, outro religioso que aparece na lista dos homens mais admirados dos Estados Unidos é o pregador mórmon Thomas Monson, que aparece na 10º posição, o que demonstra o crescimento, embora ainda apenas localizado, do mormonismo nos EUA. Na lista de personalidades femininas, a secretária de Estado Hillary Clinton aparece em primeiro lugar, seguida da apresentadora Oprah Winfrey e de Michele Obama, atual primeira dama dos Estados Unidos. Sarah Palin, Condoleezza Rice e Laura Bush também aparecem na lista. 

Em ordem de mais votados, as personalidades mais admiradas dos Estados Unidos hoje são, entre os homens, Barack Obama, George W. Bush, Bill Clinton, Billy Graham, Warren Buffett, Newt Gingrich, Donald Trump, Bento 16, Bill Gates e Thomas Monson. Entre as mulheres: Hillary Clinton, Oprah Winfrey, Michelle Obama, Sarah Palin, Condoleezza Rice, Laura Bush, Margaret Thatcher, Ellen DeGeneres, Rainha Elizabeth e Michele Bachmann.  


Mensageiro da Paz - Número 1521 - fevereiro de 2012, CPAD

Chips dentro do corpo substituirão cartões de crédito.

Em breve, a Applied Digital Solutions pretende colocar no mercado o Verypay, chip que, implantado sob a pele, substituirá os cartões de crédito.

São Paulo - Microchips de identificação por radiofreqüência (RD) estão sendo cada vez mais usados em transações financeiras nos Estados Unidos. O serviço Speedpass , da ExxonMobil, por exemplo, oferece chaveiros e relógios que, quando passados diante de uma bomba de combustível, conectam-se ao cartão de crédito do comprador e efetuam o pagamento de seu débito em poucos segundos.

Recentemente, mais de 400 lanchonetes da rede McDonald´s na região de Chicago, começaram a usar o sistema para pagamento de suas guloseimas.

Agora, Applied Digital Solutions anuncia o VeriPay, chip com o mesmo propósito do Speedpass, com a diferença de que ele é implantado sob a pele. Nesse caso, quando alguém for a um caixa eletrônico, bastará fornecer sua senha bancária e um scanner varrerá seu corpo para captar os sinais de RD que transmitem os dados de seu cartão de crédito.

Scott Silverman, presidente da Applied, durante discurso na feira ID World 2003, realizada em novembro, em Paris, convidou o sistema financeiro para trabalhar junto com sua empresa no desenvolvimento de aplicações comerciais do VeryPay.

“Num futuro bem próximo, nosso chip poderá ser usado como sistema adicional antifraude”, ele prometeu, na ocasião.

A tarefa não será fácil. Especialistas acham que a maioria das pessoas ficará assustada com a idéia de ter um radiotransmissor dentro de seu corpo. A Applied Digital tem ainda contra ela a ira de grupos de cristãos radicais que acreditam que o VeriPay é a “marca da besta”, falada na Bíblia.

“O Livro do Apocalipse profetiza que um dia Satanás convencerá os habitantes do planeta a receber uma “marca” em suas mãos para comprar e vender”, diz Gary Wolscheid, dono de um site que faz a apologia do final dos tempos.

A Applied Digital argumenta que não há qualquer fundamento nisso, uma vez que o uso de seu dispositivo é voluntário. A empresa já emprega a implantação de chips em vários sistemas de segurança: anti-seqüestro (VeriKid), identificação de emergência (VeriMed) e controle de acesso a prédios protegidos (VeriGuard). -- João Magalhães

Fonte: http://www.estadao.com.br/tecnologia/internet/2003/dez/01/21.htm

***

Empresa desenvolve chip de débito implantável.

Uma empresa da Flórida anunciou planos para desenvolver um serviço com o qual os consumidores poderão pagar suas compras usando microchips implantados sob a pele. O CEO da Applied Digital Solutions, Scott Silverman, acredita que o implante VeriChip, fabricado pela companhia, pode um dia vir a substituir os cartões de crédito. Pelos planos de Silverman, em vez de usar o cartão bancário para fazer compras, os usuários do VeriChip terão seus corpos escaneados por leitores especiais.

Embora a idéia de usar um biochip como cartão de crédito implantável possa parecer saída de um episódio de Arquivo X, transações financeiras feitas com sinais de rádio já são comuns em algumas áreas. O serviço Speedpass, da ExxonMobil, por exemplo, oferece ao usuário um chaveiro contendo um microchip ligado ao seu cartão de crédito. Os usuários passam o chaveiro diante das bombas de combustível e a compra é descontada no cartão de crédito dentro de segundos. Recentemente, mais de 400 lanchonetes da rede McDonald´s na região de Chicago começaram a usar o sistema Speedpass para permitir aos seus clientes uma forma mais conveniente de pagar por hambúrgueres e fritas.

Enquanto isso, a MasterCard testa um cartão com tecnologia RFID (identificação por radiofreqüência) chamado PayPass. Como o Speedpass, o cartão usa a tecnologia para acessar as informações financeiras do usuário e eliminar a necessidade de assinaturas ou interação com atendentes. Numa entrevista ao jornal USA Today semana passada, um executivo da MasterCard disse que a empresa está avaliando a possibilidade de integrar sua tecnologia de RFID em outros objetos, como canetas ou brincos. "Em última análise, isto poderia ser embutido em qualquer coisa - algum dia, quem sabe, até sob a pele", disse o executivo.

É aí que entra o pessoal do VeriChip. Jóias ou canetas contendo microchips podem ser facilmente perdidas ou roubadas, mas seres humanos com implantes digitais são bem mais seguros. "Somos os únicos a oferecer tecnologia implantável de identificação", disse Silverman, que anunciou seu serviço VeriPay na última sexta-feira, durante um discurso na feira ID World 2003, realizada em Paris. "Acreditamos que o mercado vai evoluir e adotar nosso produto".

Embora reconheça que um produto acabado só deve estar disponível dentro de alguns anos, Silverman convidou bancos e companhias de cartão de crédito para trabalhar com sua empresa no desenvolvimento das aplicações comerciais do VeriPay. Num futuro próximo, disse ele, o chip poderá ser usado como um sistema adicional antifraude. Os usuários de caixas eletrônicos fornecerão sua senha bancária e serão escaneados, por exemplo.



Richard M. Smith, consultor de privacidade e segurança, diz que um dos maiores obstáculos para a implantação do sistema pode ser a cautela dos possíveis usuários. "O VeriPay vai oferecer conveniência com os cartões RFID, mas acho que a maioria das pessoas vai ficar assustada com a idéia de ter um radiotransmissor dentro de seus corpos", disse Smith.

A Applied Digital Solutions atraiu críticas de grupos fundamentalistas cristãos segundo os quais o VeriChip é a "marca da Besta" descrita na tradição bíblica. Segundo o livro do Apocalipse, Satanás um dia vai convencer as pessoas a receberem uma "marca" em suas mãos para comprar e vender. "Este é um passo gigantesco na direção da marca da Besta", disse Gary Wolscheid, cujo site acompanha o que muitas correntes religiosas acreditam ser os sinais do fim do mundo. Ele está entre as dezenas de sites da Web que relacionam o VeriChip às profecias apocalípticas.

Representantes da Applied Digital dizem que tais preocupações não têm fundamento, uma vez que as pessoas são implantadas voluntariamente. O VeriPay é um dos vários serviços lançados pela companhia para promover seus implantes eletrônicos. A empresa também o utiliza num serviço anti-seqüestro (VeriKid), num sistema de identificação de emergência (VeriMed) e como tecnologia de segurança para controlar o acesso a prédios protegidos (VeriGuard).

Fonte: http://br.wired.com/wired/tecnologia/0,1155,14469,00.html

Brasileiros fazem fila para ter implantes de chips que se comunicam com satélite.


                Brasileiros fazem fila para ter implantes de chips que se comunicam com satélite.              
Revista IstoÈ, edição n 1754, Maio 2003.
   
Rastreador: dois mil brasileiros
esperam para implantar o chip
menor que um grão de arroz
A empresa americana Applied Digital Solutions vai lançar nos próximos meses o PLD (Personal Location Device ou Dispositivo de Localização Pessoal). É um chip menor que um grão de arroz que se conecta com satélites GPS e que pode ser implantado em humanos. A traquitana é usada para monitorar principalmente empresários, sujeitos a tentativas de seqüestro.

A traquitana projetada pela empresa americana Applied Digital Solutions ainda nem recebeu a aprovação das autoridades dos EUA e já provoca furor. O dispositivo deve chegar ao País no próximo ano e há uma lista de espera de pelo menos dois mil brasileiros interessados em implantar o circuito eletrônico na própria pele. A grande vantagem do chip é que ele pode tornar quase instantânea a localização do cativeiro em caso de sequestro. O chip sai de fábrica com um software programado para alertar uma central de vigilância sempre que algo fora do normal for detectado pelo satélite.
 Esse sistema funciona como a central de um cartão de crédito. Cada cliente tem um perfil de compras e, toda vez que um pagamento foge ao comportamento usual, a central tenta descobrir o que houve de atípico. 
O PLD vai custar algo em torno de US$ 10 mil, um pouco mais que o chip da concorrente Gen-Etics, o Sky-Eye, que já está implantado na pele de 45 milionários ao redor do mundo.
 “Conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos tivessem
 um sinal na mão direita e na fronte , e que ninguém pudesse comprar ou vender se
não fosse marcado com o nome da fera ou com o número do seu nome “ 
(Ap 13, 16-17)
Fonte:portalanjo.com

22 países europeus estão a favor do fim da internet



22 países europeus estão a favor do fim da internet

O Reino Unido e mais 21 estados-membros da União Europeia assinaram, na última quinta-feira, o Acordo Comercial Antifalsificação – ACTA (leia matéria) – que é um tratado multinacional que pretende harmonizar os padrões internacionais sobre direitos de propriedade intelectual, mas que terá um efeito aniquilador sobre a liberdade de expressão na internet muito pior do que aquilo que foi proposto pelos projetos de lei SOPA e PIPA do Congresso americano.
Links do BlogPor André o’Zaca
QUAIS PAÍSES JÁ ASSINARAM O TRATADO
Estados Unidos, Canadá, México, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul, Singapura e Marrocos assinaram o tratado em outubro de 2011.
Desde quinta-feira, na União Europeia o tratado já foi assinado por Áustria, Bélgica, Bulgária, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, Romênia, Eslovênia, Espanha, Suécia e Reino Unido.
A Alemanha, a Holanda, a Estônia, o Chipre e a Eslováquia não assinaram o tratado na quinta. Espera-se que estes países assinem o tratado em breve, atendendo aos procedimentos internos da União Europeia.

O ACORDO AINDA AGUARDA RATIFICAÇÃO
A assinatura ainda terá que ser ratificada pelo parlamento da União Europeia. O Grupo de Direitos Digitais da Europa afirmou que o ACTA deverá ser apresentado em março ao Comitê de Comércio Internacional e que é esperado que ele seja votado pelo Parlamento em maio.
Membros do parlamento europeu já estão recebendo pressão intensa de ambos os lados, tanto de ativistas e sites que defendem a liberdade de expressão quanto de governos corruptos, de mega-corporações e da Elite Globalista, os quais querem ter o poder de censurar e de controlar a internet, desfigurando-a totalmente.

ACTA É UMA CHARADA – DIZ MEMBRO DO PARLAMENTO EUROPEU
O francês Kader Arif, membro do Comitê de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, renunciou a seu cargo como relator europeu do ACTA e postou uma nota dura sobre a falta de transparência envolvendo a assinatura do tratado.
“Este acordo pode causar graves consequências em nossas vidas como cidadãos, e ainda assim tudo é feito de tal maneira que o Parlamento Europeu não tenha nenhum poder de influência sobre a matéria. Então hoje, ao apresentar este relatório em cumprimento de minhas funções, eu quero enviar um forte sinal de alerta ao público sobre esta situação inaceitável. Eu não participarei desta charada,” ele escreveu.
Em outro trecho, ele diz: “Eu condeno todo o processo que resultou na assinatura deste acordo: nenhuma consulta à sociedade civil, falta de transparência desde o início das negociações, atrasos repetidos da assinatura do texto sem que fosse dada nenhuma explicação, rejeição às recomendações do Parlamento, as quais foram apresentadas em diversas resoluções de nossa assembléia.”

REGRA DAS TRÊS CHANCES
O ACTA tem sido alvo de controvérsias desde o seu início devido ao sigilo imposto pelos Estados Unidos e à preocupação de que entraria em conflito com as regras da União Europeia concernentes à questão de privacidade de dados. O parágrafo mais controverso no texto final deixa uma porta aberta para que países introduzam a assim chamada “regra das três chances”, a qual faria com que usuários de internet tivessem a sua conexão cancelada se continuassem a baixar conteúdo protegido por direitos de propriedade intelectual depois de receberem duas advertências.
O tratado também dá às autoridades nacionais o poder de obrigar os provedores de internet (ISPs) a revelarem informações pessoais de seus clientes a detentores de direitos de propriedade intelectual.

A POLÔNIA VAI ÀS RUAS
Enquanto muitos outros países industrializados assinaram o tratado sem piscar, uma revolta popular maior que em qualquer outro lugar tomou as ruas (e a web) na Polônia. Dez mil protestantes se manifestaram nas cidades polonesas de Poznan e Lublin para expressar o seu repúdio ao tratado.
O apoio do governo da Polônia ao ACTA foi respondido com ataques a sites governamentais por parte do braço polonês do grupo hacktivista Anonymous. Vários desses sites ficaram fora do ar por dias, inclusive o do gabinete do primeiro-ministro. Legisladores do movimento esquerdista Palikot usaram máscaras no parlamento para mostrar a sua insatisfação, enquanto o maior partido de oposição, o direitista Partido Lei e Justiça, clamou por um referendo sobre este assunto.
Embora a União Europeia assegure que o ACTA não fará nenhuma mudança legislativa nos estados-membros – e que, pelo contrário, levaria outros países a harmonizar seus padrões com a Europa – este tema está sujeito ao que vai acontecer na Polônia.
Respondendo à oposição generalizada, líderes poloneses têm se esforçado para acalmar os temores em relação ao tratado. O ministro do exterior polonês, Radek Sikorski, defendeu a posição de seu governo numa entrevista de TV na noite de quarta-feira, argumentando que o ACTA não é tão ameaçador quando os jovens acreditam. Mas ele disse que a internet não deveria se tornar um espaço de “anarquia legalizada”.
“Nós acreditamos que o roubo em massa de propriedade intelectual não é uma coisa boa”, disse Sikorski.

GUERRA MUNDIAL DA INTERNET
Manifestantes e sites têm protestado há dias, tanto virtualmente quanto fisicamente, diante da realidade de que este tratado representa a censura efetiva à internet e a violação de direitos e liberdades civis dos cidadãos.
O grupo hacktivista Anonymous está anunciando a Guerra Mundial da Internet (World War Web). Ele está usando o hashtag #ActAgainstACTA para obter apoio pelo Twitter. A atuação deste grupo é vital para pressionar os legisladores corruptos que estão se vendendo às mega-corporações para cumprir a agenda da Nova Ordem Mundial de controle e censura à internet.

FONTES
http://www.guardian.co.uk/technology/2012/jan/27/acta-protests-eu-states-sign-treaty
http://www.webpronews.com/acta-european-union-2012-01
http://mashable.com/2012/01/27/22-eu-countries-ratify-acta-key-parliament-member-calls-it-a-charade/
http://www.bbc.co.uk/news/technology-16757142
http://www.pcworld.in/news/sopas-big-brother-acta-signed-eu-nations-61722012

A Multipolaridade e os Blocos de Poder




Nova Ordem Mundial

Você sabe o que é a Nova Ordem Mundial? Vivemos num mundo cada vez mais interconectado em termos culturais e econômicos, unificado financeiramente dirigido por inúmeras organizações transnacionais. O chamado "mundo globalizado" é o assunto de hoje.

Na década de 80, com o fim da corrida tecnológica e armamentista entre as superpotências, a chamada Guerra Fria, os Estados Unidos "grandes vencedores", se tornam as grandes nações hegemônicas inaugurando a Nova Ordem Mundial. Nesse novo mundo, o poder estar com quem tem o domínio da tecnologia. A disputa continua, mas o mercado é o novo campo de batalha.

O mundo anteriormente bipolarizado, marcado pela disputa entre o Bloco Socialista e o Bloco Capitalista, passa a ser um mundo multipolarizado. Os países se organizam em blocos para garantir mercado, complementar sua economia e se fortalecer. São três os Megablocos: o NAFTA, Acordo de Livre Comércio da América do Norte, é formado pelos Estados Unidos, Canadá e México. É a área de influência direta dos americanos, de onde tiram vantagens como a mão-de-obra barata mexicana, as riquezas minerais e o mercado de alto poder aquisitivo do Canadá. "A chamada União Européia, é formada por 15 países e é mais que um Bloco Econômico é uma Organização Supra Nacional, em que os países não têm fronteiras e são altamente integrados, inclusive militarmente. O passo definitivo para a estabilidade dessa união foi a adoção de uma moeda única: o EURO!"

Europa: através da história, foram as guerras que moveram este continente. A fragmentação européia sempre foi o motor de seu desenvolvimento, ninguém queria ficar para trás na competição bélico-tecnológica. Depois da última e mais terrível guerra, líderes visionários tiveram a idéia genial: forjar a estabilidade política através da interdependência econômica. Pela primeira vez a Europa rimou paz com prosperidade! No primeiro dia de 93, a Europa tornava-se um mercado único, com 320 milhões de consumidores e um PIB de 6 trilhões e meio de dólares. Tão unidos e tão diferentes!

O Bloco formado pelos países da Bacia do Pacífico liderados pelo Japão, não se baseia em acordos diplomáticos como o NAFTA, ou a União Européia, sendo na verdade uma zona de integração comercial bastante dinâmica que mantém um ritmo acelerado de crescimento econômico, onde se destacam os chamados Tigres Asiáticos, a China e a Austrália.

A Política dos Megablocos quer a abertura de mercado, mas na medida que cada bloco se une e se fortalece cria mecanismos protecionistas, fechando-se em sua própria região. A Globalização permite que o mundo inteiro seja alcançado pelos mais modernos meios de comunicação, assim como pelo o capital, mas está formando ao mesmo tempo uma geração de pessoas e nações excluídas.

Os países Centrais também chamados de países do Norte são os que organizam seus interesses buscando nos países Periféricos, ou países do Sul, as vantagens comparativas para diminuir custos e aumentar os lucros na economia-Mundo. Podemos conferir isso a cada reunião do chamado Grupo dos 7.

Alguns países Periféricos também estão se unindo para garantir o seu espaço na economia mundial e não apenas sofrerem o lado negativo da Globalização.

Você viu o que os países têm feito para proteger suas economias no mundo globalizado. Conheceu a Nova Ordem Mundial e a política dos Megablocos.



Economia-mundo: conjunto de economias de vários lugares diferentes, mas que se inter-relacionam.

Livros:

· Panorama do mundo, 1,2,3 de Demétrio Magnoli, José Arbex e Nelson Babic.

· O mundo pós-guerra de Jaime Brener.

"Globalização não é um conceito sério. Nós, americanos, o inventamos para dissimular nossa política de entrada econômica nos outros países" John Kenneth Galbraith, um dos maiores economistas do século XX.





-----------BLOCOS ECONÔMICOS E OS MEGABLOCOS--------------

De um uns anos pra cá, a chamada Nova Ordem Mundial, vem dividindo e integrando nosso planeta em Blocos econômicos.

"Um dia desses, fui comprar um rádio relógio. Escolhi um modelo de uma marca tradicional – marca americana – quando dei uma olhada no manual de instruções, percebi que o rádio relógio só é americano na marca. O projeto é de uma fábrica francesa, os componentes eletrônicos são coreanos e o aparelho foi montado no México".

Num simples eletrodoméstico, uma amostra do tempo em que vivemos hoje! Tempo de Globalização!

"A globalização é o resultado de fatos históricos e políticos que vem acontecendo há séculos. Podemos dizer que ela começou, com as Grandes Descobertas dos Navegantes Espanhóis e Portugueses... continuou pela sofisticação dos Meios de Transportes e Comunicação, mas se firmou mesmo com o domínio do capital financeiro e a verdadeira revolução nas comunicações e da informática no final do século XX. O mundo foi ficando pequeno e hoje uma crise na bolsa de valores de um único país da Ásia abala a economia do mundo inteiro"!

Junto com a Globalização, acontece uma importante tendência: países de mesma região se organizam em blocos, derrubam fronteiras econômicas para negociar seus produtos e Serviços entre si com liberdade quase total. Com isso, esses países fortalecem seus mercados regionais. Como você sabe, o maior desses blocos, é liderada pelos Estados Unidos, a maior potência do século XX.

"O NAFTA (North American-Frre-Trade Agreement), Acordo Norte Americano de Livre Comércio, formado pelos Estados Unidos, Canadá e México. É a área de influência direta dos americanos, onde tiram vantagens como a mão-de-obra barata mexicana, as riquezas minerais e o mercado de alto poder aquisitivo do Canadá."

O NAFTA é o mais importante dos blocos, mas não é o único formado por países ricos. Em busca do poder perdido, a Europa Também se uniu. "A chamada União Européia, é formada por 15 países e é mais que um Bloco Econômico é uma Organização Supra Nacional, em que os países não têm fronteiras e são altamente integrados, inclusive militarmente. O passo definitivo para a estabilidade dessa união foi a adoção de uma moeda única: o EURO!"

"Com potencial para rivalizar com o dólar americano no mercado mundial, a moeda única nasceu a partir da formação da União Européia, uma coalizão entre 15 nações da Europa. O objetivo da União é promover o progresso econômico e social, e a identidade européia no cenário internacional. No primeiro momento, só 11 dos 15 países da União adotaram o EURO. O resultado já foi espantoso: uma economia ligeiramente menor do que a dos Estados Unidos, 18% do mercado mundial."

Eduardo Callado – Pres. Cons. Reg. Economia/RJ: "Nem sempre foi o dólar a moeda de troca no mercado mundial – aceita internacionalmente – antes do dólar nós tínhamos a Libra que por 100 anos reinou, até porque a Inglaterra era a economia mais importante do mundo... ela se enfraquece após Primeira Guerra Mundial."

Toda essa movimentação para essa formação de Blocos Econômicos é recente, mas a União Européia não é tão novinha assim.

Há cerca de quantos anos se formou a União Européia?

Cem anos?

Quarenta anos?

Ou vinte anos?

Acertou quem ficou com o meio termo. Quarenta anos, é a resposta certa.

"Quando a 2a Guerra Mundial acabou e Hitler foi derrotado, outros líderes europeus acharam que seria preciso criar uma espécie de elo entre as economias dos países da Europa. Com a queda do Muro de Berlim em 89, ressurgiu o medo de que a Alemanha pudesse retomar sua tendência expansionista. Se de alguma forma o país estivesse ligado a outro a outros países esse risco diminuiria, foi por isso que nas últimas décadas, os líderes da União Européia estabeleceram uma espécie de vinculo entre as diferentes moedas e sugeriram a criação de uma moeda única para a Europa."

Esses grandes blocos formados ou liderados por países Centrais, já estão sendo denominados de Megablocos. O terceiro deles está agitando o outro lado da Terra no Leste da Ásia. Ainda não é um bloco formal como o NAFTA, e a União Européia, mas integra economicamente os países do Leste Asiático como os Tigres da Ásia sob a liderança do Japão. "Esse bloco da Bacia do Pacífico, não se baseia em acordos diplomáticos como o NAFTA ou a União Européia, sendo na verdade uma zona de integração comercial bastante dinâmica que mantêm um ritmo acelerado de crescimento econômico,onde se destacam os chamados Tigres Asiáticos, a China e a Austrália.

A organização de Blocos Econômicos não é exclusividade de países Ricos, países Periféricos também se juntam com os mesmos propósitos, não formam Megablocos, mas sim pequenos blocos que fortalecem mercados secundários e fazem surgir lideranças regionais: o Brasil é o integrante mais forte do bloco que integra países do Cone Sul. "O Tratado de Assunção que criou o Mercosul selou uma tentativa de aproximação entre os países membros que vinha desde o início dos anos 80. Naquela década foi criada uma Associação Latino Americana de Integração, a ALADI que substituiu a ALALC, Associação Latino Americana de Livre Comércio. A ALAC tinha uma clausula que obrigava todos os países da América Latina a estender a redução de tarifas de importação acertadas entre dois ou mais países. Essa clausula acabava impedindo o fechamento de acordos em bloco. Com a criação da ALADI, isso foi eliminado. O Mercosul começou com a integração Brasil-Argentina firmada pela declaração de Iguaçu e assinada pelos presidentes, na época, José Sarney e Raul Alfonsim em julho de 85, em julho de 90 os dois países assinaram a Ata de Buenos Aires, fixando a data de 31 de dezembro de 94 para a formação do mercado definitivo. Na ocasião convidaram também o Paraguai e o Uruguai para aderirem, Chile e Bolívia tem apenas um acordo de complementação Econômica com o Mercosul, o que significa que eles não participam dos benefícios tarifários que vigoram entre os países integrantes do bloco."

"O Mercosul é um Bloco Econômico que reúne a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai. Veja um exemplo para entender como esse bloco funciona: - antes do Mercosul, uma garrafa de vinho argentino; uma peça de couro paraguaio e um quilo de carne uruguaio chegavam ao Brasil com preços mais altos. Isso acontecia porque quando esses produtos cruzavam nossas fronteiras e o governo brasileiro cobrava Taxas de Importação, o mesmo acontecia quando produtos brasileiros iam para esses países. Mas desde que o Mercosul entrou em vigor em janeiro de 91os quatro países membros deixaram de cobrar impostos de importação sobre a maioria dos produtos. O consumidor sentiu isso no bolso, os preços dos importados desses países caíram. Outro Bloco Econômico que existe no continente americano é o NAFTA. NAFTA é uma sigla inglesa que em português significa Acordo de Livre Comércio da América do Norte. Os países membros são Canadá, Estados Unidos e o México. O NAFTA entrou em vigorem 1 de janeiro de 94. Ele também acabou com os impostos cobrados sobre os produtos importados dos países membros. (...) Mas agora existe a possibilidade de os 34 países do continente americano formarem um bloco único, a ALCA. ALCA significa Área de Livre Comércio das Américas e se ela for criada vai integrar todos os países da América com exceção de Cuba. Isso só deve acontecer a partir do ano de 2005."

Os principais blocos da América, NAFTA e Mercosul, podem estar com seus dias contados. Os Estados Unidos estão propondo a realização de um outro bloco integrando todo o continente. Mas o que pode estar por trás dessa proposta?

OBS: A ALCA é uma forma de os Estados Unidos manterem a liderança econômica na região.

PENSE NISSO:

1. Ao mesmo tempo em que a economia mundial se globaliza, os países se organizam em Blocos Econômicos regionais. Fica a dúvida: essa regionalização em Blocos Econômicos contraria, ou melhor, contradiz o processo de Globalização pelo qual estamos passando?

2. Esses Blocos Econômicos que fortalecem os mercados regionais são uma forma de resistência a Globalização ou servem apenas para fortalecer os países Centrais?

------------------------------A União Européia--------------------------------------------



A Europa agora quer ser um só país. Fronteiras milenares foram abolidas.

Irlanda, Grã-Bretanha, Luxemburgo, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Grécia, Itália, Áustria, Alemanha, Holanda, Bélgica, França, Espanha, Portugal... São mais de 15 países juntos, 370 milhões de habitantes, 17 moedas, 21 idiomas, um PIB (Produto Interno Bruto) de mais de 8 trilhões de dólares.

O objetivo é criar uma potência econômica capaz de enfrentar a competição internacional. É a corrida do "Velho Continente" para o futuro. De todos os blocos que estão se constituindo atualmente, a União Européia adotou a forma considerada a mais avançada. Os países não têm mais fronteiras propriamente dita, apenas formam um bloco supranacional. Teoricamente, seus habitantes não são mais franceses, ingleses, suecos ou portugueses, são cidadãos europeus.

A primeira etapa dessa união se deu com a criação do Benelux, que estabelecia o livre comércio entre os países baixos (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) tornando-os uma unidade econômica. Em 1957, pelo Tratado de Roma, foi criado o Mercado Comum Europeu. De lá pra cá foram muitas as mudanças. A Comunidade Européia cresceu, passou de 6 para 15 países, de um grande mercado virou União Européia.

Vivendo a necessidade de novos investimentos, de encontrar novas forças para enfrentar a acirrada competição com o Japão, o Sudeste Asiático e os Estados Unidos, a agora chamada Comunidade Econômica Européia aceita a entrada da Grécia, em 1981, e mais tarde a de Portugal e Espanha, em 1986. A pesar da economia desses países ser muito menos avançadas que a dos outros membros, eles representavam alternativas de mercados.

Em 1991, é assinado o Tratado de Maastricht que estabelece políticas externas de defesa comuns, além de uma moeda única, o Euro. "Em 62 páginas o Tratado de Maastricht lança as bases dos ‘Estados Unidos da Europa’. Com isso você tem uma moeda única para toda a Europa, e um só embaixador e um só comando militar para os países da comunidade".

Além da unidade econômica o tratado quer estabelecer uma unidade política e diplomática. Mas nem todos os países estão preparados para a moeda única, por exemplo. Algumas metas difíceis têm que ser cumpridas para que isso ocorra.











Veja o que é preciso para cada países adotar o Euro:

· Manter baixa a inflação;

· Reduzir as taxas de juros;

· Controlar o déficit público, não pode ultrapassar 3% do PIB;

· Segurar a dívida pública tem de ficar abaixo 60% do PIB.

As reformas e ajustes na economia avançam em todo vapor para que os países da União Européia garantam a competitividade, ganhem novos mercados e se fortaleçam diante dos americanos e japoneses. A adoção da nova moeda é facultativa, mas em todos os idiomas parece que o Euro é o único caminho!

Cumprir as metas da unificação pode gerar medidas de recessão e desemprego. Hoje a Europa tem 18 milhões de desempregados, em cada grupo de 10 pessoas em idade para trabalhar, uma está sem emprego. A cada mês a fila em busca de emprego cresce em toda a Europa. Países como a Alemanha e a França batem recordes de desemprego. Na França, 25% dos jovens com menos de 27 anos não conseguem entrar no mercado de trabalho. A Espanha é recordista, o índice de desemprego chega a quase 20%, e em todas as pesquisas o desemprego aparece como a principal preocupação do cidadão europeu. O governo paga caro a conta do desemprego. Quem está fora do mercado de trabalho deixa de pagar impostos, mas, recebe um salário desemprego e tem assistência social garantida. A cada novo recorde de desemprego, a conta do estado aumenta mais. Na pressa para ajustar as economias, e lançar o Euro, os países adotaram políticas fiscais ainda mais firmes, o que acabou aumentando o número de desempregados.

Em 1995 a Comunidade Econômica Européia passa a se chamar União Européia. Áustria, Finlândia e Suécia se unem ao grupo, formando a então chamada a Europa dos 15. Mas a euforia com a livre circulação de mercadorias, capitais e cidadãos provoca também sérios problemas. Por sua força econômica essa Nova Europa tem sido um foco de atração para muitos migrantes que buscam empregos no continente. Esses imigrantes vêm principalmente dos países do Leste Europeu que estão sofrendo grandes transformações, passando de uma economia socialista para uma economia de mercado. Jovens desempregados imigram dos países Periféricos, principalmente do norte da África e do Oriente Médio em busca de melhores oportunidades, fazendo do rico mundo europeu uma verdadeira Meca dos Pobres. A competição pelo mercado de trabalho entre os estrangeiros e os cidadãos europeus provocou um fortalecimento dos movimentos Neonazistas, aumentando a xenofobia da população.

Numa época de intensa Globalização, em que o mercado é mundial e ultrapassa as fronteiras nacionais, explodem conflitos nacionalistas envolvendo minorias. Na Irlanda do Norte existe o conflito entre a minoria católica que quer seu país independente do Reino Unido e a maioria protestante que não quer viver numa grande Irlanda unificada, onde seria minoria. Na Espanha o país Basco, região autônoma ao norte, quer formar um estado independente que tomaria até parte do território francês. Assim como na Irlanda há organizações terroristas envolvidas, o que trás instabilidade e insegurança a Europa Unificada.

Vimos que a unificação política e econômica da Europa não livrará o velho continente de seus problemas. Vimos como é difícil construir um paraíso econômico num mundo com tão graves contradições.

DICAS:

UNIÃO EUROPÉIA:

O aprofundamento das relações entre os países europeus reduz a necessidade de importação no continente, mas a EU e o Brasil já assinaram vários acordos de cooperação, e o Brasil exporta inúmeros produtos para os países do grupo com tarifas reduzidas. Os maiores compradores são a Alemanha, os Países Baixos, a Itália, França, Reino Unido e a Bélgica.



Xenofobia: horror a tudo que é estrangeiro.

Livros:

· Geografia dos continentes – Europa de Hélio Carlos Garcia e Tito Márcio Garavello.

· O mundo contemporâneo – Relações internacionais de1945 a 2000 de Demétrio Magnoli.

"Globalização não é um conceito sério. Nós, americanos, o inventamos para dissimular nossa política de entrada econômica nos outros países." John Kenneth Galbraith, um dos maiores economistas do século XX.









ALCA: Área de Livre Comércio Das Américas

Logo, Logo um excelente texto sobre a ALCA enfocando os pontos positivos e negativos dessa polêmica área de livre comércio!!!